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Estatísticas do emprego em Osasco/SP entre novembro/2021 e novembro/2022

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), a Secretaria de Planejamento e Gestão - SEPLAG investiga os impactos socioeconômicos da propagação desta doença, buscando também fornecer subsídios para a tomada de decisões no enfrentamento da crise em nível local. Além do relatório “A situação dos trabalhadores em Osasco no contexto da pandemia de COVID-19”, disponível na seção Publicações, no item Estudos Demográficos e Socioeconômicos, a secretaria tem publicado edições do relatório “Estatísticas do emprego formal em Osasco”, elaborado a partir dos registros do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia). O relatório será divulgado mensalmente ou conforme os registros do Novo CAGED forem disponibilizados.

De novembro de 2021 a novembro de 2022, o saldo entre admissões e demissões em Osasco foi positivo, sofrendo um revés em dezembro de 2021, acompanhando a tendência nacional, em janeiro, março e junho de 2022. Em média, o saldo positivo foi de magnitude maior que o apurado nos meses com registro negativo.

O estoque de empregos em Osasco apresentou um aumento de 5,5% em um ano. A partir de novembro/21, verificou-se pouca variação no total de vínculos empregatícios até julho/22, quando fica evidente uma trajetória crescente, fechando o mês de novembro/22 com 185.435 empregados formais.

No mês de janeiro/22, houve uma queda no saldo de empregos, quando o balanço apontou -614 empregos formais. Em abril e maio, o saldo voltou a ser positivo e em julho/22 o balanço volta a crescer, chegando ao saldo de 1.969 empregos em novembro/22. Quanto às movimentações do ano de 2022, o saldo é de 10.032, correspondendo aumento de 5,72% em relação ao total do ano anterior.     

No período de um ano (novembro/21 a novembro/22), destacaram-se no mercado de trabalho as atividades econômicas do setor de Serviços, com saldo acumulado de 9.123 vínculos empregatícios. Os setores de Comércio e Serviços foram os que mais contribuíram para geração de empregos em Osasco. De dezembro/21 a março/22, esse movimento oscilou, mas o setor de Serviços retomou tendência positiva em abril/22 e fechou o mês de novembro/22 com saldo de 1.391 empregos.

Na análise detalhada por sexo, grupos de idade e escolaridade, observou-se uma variação mais positiva da empregabilidade da mulher diante da masculina a partir de abril/22, com reversão do cenário apenas em setembro/22. No período de um ano, 7.755 empregos foram conquistados pelo sexo feminino, enquanto que o balanço das vagas ocupadas por homens foi de 5.052 no acumulado. O perfil dos trabalhadores mais prejudicados pelo desemprego decorrente da crise econômica aprofundada com a pandemia segue sendo o de quem tem 50 anos de idade ou mais, que registra perda de 449 postos de trabalho em um ano.

Veja as estatísticas completas na seção Publicações, no item "Estudos Demográficos e Socioeconômicos" e visite a página da SEPLAG para acompanhar os estudos e análises que a Secretaria de Planejamento de Osasco vem realizando sobre o impacto da pandemia de COVID-19 na cidade.

 

CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS SOBRE O NOVO CAGED

Em dezembro de 2019, a geração de estatísticas do emprego formal iniciou uma transição para que o empregador deixasse de prestar informações nos sistemas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e passasse a usar o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Em 2020, apresentou-se uma nova metodologia de captação de dados para a produção dos índices do CAGED, tendo como fontes declarações realizadas diretamente no eSocial, no CAGED e, para o caso de informações não encontradas em nenhum destes sistemas, declarações realizadas no Empregador Web. Dada essa complementação de fontes, esse indicador foi chamado de indicador híbrido, diferenciando-se da metodologia anterior em que as informações eram captadas de uma única forma. Atualmente, a gestão do eSocial é exercida de maneira compartilhada entre a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), ambas integrantes do Ministério da Economia.

Do ponto de vista metodológico, destacam-se diversos aspectos.

O CAGED foi criado com a finalidade de registrar as relações trabalhistas. Já o eSocial possui um caráter mais amplo: é trabalhista, previdenciário e tributário. Outro aspecto diz respeito à cobertura de cada indicador. Enquanto que os registros temporários no CAGED são opcionais, no eSocial são obrigatórios, fato que pode alterar o volume de movimentação (admissões e demissões) dos Vínculos Formais de Trabalho (VFT). Além disso, a captação de declarações fora de prazo obedece a calendários distintos entre o CAGED (12 meses) e o eSocial (sem limite de tempo). Outra mudança metodológica relevante é a que se refere aos segmentos dos trabalhadores que devem ou não ser declarados. No eSocial todos os trabalhadores são captados, enquanto que no CAGED existe uma lista de trabalhadores que não devem ser considerados, como trabalhadores avulsos, sem vínculos empregatícios, eventuais, autônomos, estagiários, contratados com prazos determinados, ocupantes de cargos eletivos etc.

Entre janeiro de 2020 e outubro de 2021, a captação e divulgação dos dados do CAGED obedeceram a mesma metodologia. Em novembro de 2021, houve uma atualização que agregou declarações entregues fora do prazo de empresas do Grupo 3 do eSocial[1] a partir de maio de 2021, excluindo movimentações informadas equivocadamente pelas empresas declarantes e adequando declarações feitas no sistema do CAGED à consolidação dos dados do eSocial. Segundo a SEPRT, o cenário de pandemia causada pela Covid-19 dificultou a autorregularização de parte das empresas.
 

[1] As pessoas físicas do grupo 3 são empregadores e contribuintes pessoas físicas (exceto os empregadores domésticos). As pessoas jurídicas do grupo 3 são empregadores optantes pelo Simples Nacional e entidades sem fins lucrativos (não pertencentes ao 1º, 2º e 4º grupos). Fonte: https://www.gov.br/esocial/pt-br/acesso-ao-sistema/cronograma-de-implantacao


  • 28/12/2022 04:39
  • Por: SEPLAG