O mercado de trabalho em Osasco/SP de Junho/21 a Junho/22
Desde o início da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), a Secretaria de Planejamento e Gestão - SEPLAG investiga os impactos socioeconômicos da propagação desta doença, buscando também fornecer subsídios para a tomada de decisões no enfrentamento da crise em nível local. Além do relatório “A situação dos trabalhadores em Osasco no contexto da pandemia de COVID-19”, disponível na seção Publicações, no item Estudos Demográficos e Socioeconômicos, a secretaria tem publicado edições do relatório “Estatísticas do emprego formal em Osasco”, elaborado a partir dos registros do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia). O relatório será divulgado mensalmente ou conforme os registros do Novo CAGED forem disponibilizados.
De junho de 2021 a junho de 2022, o saldo entre admissões e demissões em Osasco foi positivo, sofrendo um revés em dezembro de 2021, acompanhando a tendência nacional, em janeiro, março e junho de 2022. Em média, o saldo positivo foi de magnitude maior que o apurado nos meses com registro negativo. Observou-se que, em média, o patamar de 2022 está aquém do registrado em 2021, quando Osasco foi destaque nacional na geração de empregos.
O estoque de empregos em Osasco apresentou um aumento de 10,3% em um ano. A partir de novembro/21, verificou-se pouca variação no total de vínculos empregatícios, fechando o mês de junho/22 com 177.150 empregados formais.
No mês de janeiro/22, houve uma considerável queda no saldo de empregos, quando o balanço apontou -614 empregos formais. Em abril e maio, o saldo voltou a ser positivo, mas em junho o balanço cai para -9. Quanto às movimentações de 2022, o saldo é de 1.747, correspondendo aumento de 1% em relação ao total do ano anterior.
O cenário de retomada do emprego tornou-se mais consistente em 2021. Em julho/21, os vínculos formais chegaram a crescer 3,14%, quando Osasco contou com 10.959 admissões contra 5.907 desligamentos, gerando um saldo de 5.052 empregos. Até novembro/21, o saldo seguiu positivo, perdendo fôlego em dezembro/21, quando as demissões sobrepuseram as admissões, com saldo de -348 vínculos.
De junho/21 a novembro/21, os setores de Comércio e Serviços foram os que mais contribuíram para geração de empregos em Osasco, com saldos de 3.907 e 13.342 no período, respectivamente. A partir de dezembro//21, esse movimento oscilou. O setor de Serviços retomou tendência positiva em abril/22 e fechou o mês de junho/22 com saldo de 706 empregos. No período de um ano (junho/21 a junho/22), destacaram-se as atividades econômicas do setor de Serviços, com saldo acumulado de 13.439 vínculos empregatícios. Já os setores de Comércio, Construção e Indústria contribuíram com saldos de 2.052, 301 e 686 empregos formais.
Na análise detalhada por sexo, grupos de idade e escolaridade, observou-se uma variação mais acentuada quanto à empregabilidade da mulher. No período de um ano, apurou-se um saldo ligeiramente maior dos empregos conquistados pelo sexo feminino, com 10.146 vínculos formais, enquanto que o balanço das vagas ocupadas por homens foi de 8.221 no acumulado. O perfil dos trabalhadores mais prejudicados pelo desemprego decorrente da crise econômica criada pela pandemia é de 50 anos de idade ou mais e com escolaridade até o Ensino Médio incompleto.
Veja as estatísticas completas na seção Publicações, no item "Estudos Demográficos e Socioeconômicos" e visite a página da SEPLAG para acompanhar os estudos e análises que a Secretaria de Planejamento de Osasco vem realizando sobre o impacto da pandemia de COVID-19 na cidade.



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