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O mercado de trabalho de Osasco/SP de Julho/22 e Julho/23

Desde 2020, a Secretaria de Planejamento e Gestão - SEPLAG tem publicado edições do relatório “Estatísticas do emprego formal em Osasco”, elaborado a partir dos registros do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia). O relatório será divulgado mensalmente ou conforme os registros do Novo CAGED forem disponibilizados.

Quanto ao saldo no período: ainda que nos meses de dezembro/22, janeiro/23 e maio/23 tenha sido registrada queda no saldo de empregos, de julho de 2022 a julho de 2023, o resultado segue positivo.

Quanto às movimentações de admissão e demissão em 2023: de janeiro/2023 e Julho/2023, o saldo foi de 2.145, correspondendo aumento de 1,20% em relação ao ano anterior. Em Julho/23, todos os setores de economia somaram 8.311 admissões e 7.175 desligamentos.

Quanto ao estoque: o número total de empregos em Osasco apresentou um aumento de 5,10% de Julho/22 a Julho/23, com estoque de 181.488 empregos.

Quanto ao setor da economia mais relevante: no período de um ano (Julho/22 a Julho/23), destacaram-se no mercado de trabalho as atividades econômicas do setor de Serviços, com saldo acumulado de 8.602 vínculos empregatícios. Em julho/23, o saldo no setor foi de 490. O setor de Construção também contou com resultado positivo na diferença entre admissões e demissões, registrando 172 empregos.   

Quanto à análise detalhada por sexo, grupos de idade e escolaridade: o saldo de empregos assumidos por mulheres de 5.153 no período, enquanto que o balanço das vagas ocupadas por homens foi de 4.648 no acumulado. Entre julho/22 a julho/23, os destaques foram os grupos com idade entre 18 e 24 anos, que registrou saldo acumulado de 7.026 empregos, e o que possui ensino médio completo, o saldo acumulado de 9.470 empregos. Os trabalhadores com 30 anos ou mais foram os mais afetados por demissões, registrando perda de 249 postos de trabalho durante o período.

Veja as estatísticas completas na seção Publicações, no item "Estudos Demográficos e Socioeconômicos" e visite a página da SEPLAG para acompanhar os estudos e análises que a Secretaria de Planejamento de Osasco vem realizando sobre o impacto da pandemia de COVID-19 na cidade.

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CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS SOBRE O NOVO CAGED

 

Em dezembro de 2019, a geração de estatísticas do emprego formal iniciou uma transição para que o empregador deixasse de prestar informações nos sistemas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e passasse a usar o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Em 2020, apresentou-se uma nova metodologia de captação de dados para a produção dos índices do CAGED, tendo como fontes declarações realizadas diretamente no eSocial, no CAGED e, para o caso de informações não encontradas em nenhum destes sistemas, declarações realizadas no Empregador Web. Dada essa complementação de fontes, esse indicador foi chamado de indicador híbrido, diferenciando-se da metodologia anterior em que as informações eram captadas de uma única forma. Atualmente, a gestão do eSocial é exercida de maneira compartilhada entre a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), ambas integrantes do Ministério da Economia.

 

O CAGED foi criado com a finalidade de registrar as relações trabalhistas. Já o eSocial possui um caráter mais amplo: é trabalhista, previdenciário e tributário. Outro aspecto diz respeito à cobertura de cada indicador. Enquanto que os registros temporários no CAGED são opcionais, no eSocial são obrigatórios, fato que pode alterar o volume de movimentação (admissões e demissões) dos Vínculos Formais de Trabalho (VFT). Além disso, a captação de declarações fora de prazo obedece a calendários distintos entre o CAGED (12 meses) e o eSocial (sem limite de tempo). Outra mudança metodológica relevante é a que se refere aos segmentos dos trabalhadores que devem ou não ser declarados. No eSocial todos os trabalhadores são captados, enquanto que no CAGED existe uma lista de trabalhadores que não devem ser considerados, como trabalhadores avulsos, sem vínculos empregatícios, eventuais, autônomos, estagiários, contratados com prazos determinados, ocupantes de cargos eletivos etc.

 

Entre janeiro de 2020 e outubro de 2021, a captação e divulgação dos dados do CAGED obedeceram a mesma metodologia. Em novembro de 2021, houve uma atualização que agregou declarações entregues fora do prazo de empresas do Grupo 3 do eSocial[1] a partir de Junho de 2021, excluindo movimentações informadas equivocadamente pelas empresas declarantes e adequando declarações feitas no sistema do CAGED à consolidação dos dados do eSocial. Segundo a SEPRT, o cenário de pandemia causada pela Covid-19 dificultou a autorregularização de parte das empresas.

 

Os dados relativos ao município de Osasco foram checados pela Seplag, sendo observadas mudanças em todos os meses da série com ajustes, que se inicia em janeiro de 2020. Os números aqui apresentados são os atualizados pela publicação do Novo CAGED divulgada em julho/2022.

 

Nos gráficos dos dados por atividade econômica, foram excluídos os números do segmento “Agropecuária” por apresentarem baixo volume de estoque (66 em julho/2023) e pouca variação no período considerado.   

 

[1] As pessoas físicas do grupo 3 são empregadoras e contribuintes pessoas físicas (exceto os empregadores domésticos). As pessoas jurídicas do grupo 3 são empregadores optantes pelo Simples Nacional e entidades sem fins lucrativos (não pertencentes ao 1º, 2º e 4º grupos). Fonte: https://www.gov.br/esocial/pt-br/acesso-ao-sistema/cronograma-de-implantacao