O mercado de trabalho de Osasco durante a pandemia de COVID-19 - Novembro/2020

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), a Secretaria de Planejamento e Gestão - SEPLAG vem se dedicando a investigar os impactos socioeconômicos da propagação desta doença e a fornecer subsídios para a tomada de decisões no enfrentamento da crise em nível local. Além do relatório “A situação dos trabalhadores em Osasco no contexto da pandemia de COVID-19”, disponível  na seção Publicações, no item Estudos Demográficos e Socioeconômicos, a secretaria está publicando uma nova edição do “Relatório sobre as estatísticas do emprego formal em Osasco”, elaborado a partir dos registros do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia). O relatório será divulgado mensalmente, conforme os registros do Novo CAGED forem disponibilizados.

O saldo de empregos em Osasco apresentou grandes oscilações em 2020. Uma queda abrupta foi registrada em março, com saldo de -1.876 vínculos de empregos formais, que se aprofundou em abril, mês que marcou o menor saldo do ano: -3.647 vínculos. Em maio o saldo também foi negativo, mas com resultados melhores que no mês anterior, com crescimento das admissões e queda das demissões, registrando -1.594 vínculos formais de trabalho. Estas variações resultaram numa queda de -4,5% do estoque de empregos, que no início do ano era de 145.391 e em maio de 138.895.

O cenário de retomada do emprego passou a ser vislumbrado a partir de maio, com um suave crescimento até o mês de novembro, em que se alcançou um estoque de 144.006 vínculos. No período de maio até novembro, o crescimento do estoque de empregos formais foi de 3,7%, o que corresponde à abertura de 5.111 postos de trabalho formais na cidade, sendo julho o único mês em que as demissões sobrepuseram as admissões, com saldo de -205 vínculos. O mês de novembro representou a maior retomada de 2020, com saldo de 2.773 vínculos

Todavia, analisando o período de janeiro até novembro de 2020, registrou-se para Osasco o saldo de -1.384 vínculos formais de trabalho, que representa uma variação relativa de -0,95% no saldo de empregos.

Os setores mais impactados com a redução de empregos formais na cidade durante o ano de 2020 são aqueles que correspondem às maiores atividades econômicas de Osasco, Serviços e Comércio, mas em novembro tiveram um aumento acentuado de admissões e queda nas demissões, resultando nos saldos de -398 e -540, respectivamente. A Indústria registrou saldo de -477 vínculos de trabalho e a Construção, o único com valores positivos, com 32 empregos entre janeiro e novembro de 2020.

A análise detalhada sobre sexo, grupos de idade e escolaridade, demonstra que o perfil típico dos trabalhadores mais prejudicados pelo desemprego decorrente da crise econômica criada pela pandemia é de mulher, 40 anos de idade ou mais e com menor escolaridade (até Ensino Médio).

Veja o estudo completo na seção Publicações, no item "Estudos Demográficos e Socioeconômicos" e visite a página da SEPLAG para acompanhar os estudos e análises que a Secretaria de Planejamento de Osasco vem realizando sobre o impacto da epidemia de COVID-19 na cidade.


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